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Sociedade Portuguesa de Biotecnologia
European Federation of Biotechnology
Empresa Espanhola (compra de Produtos de Biotech)
Centro de Informaçao de Biotecnologia
Index of biotechnological industries
28-Set-2005
Portugal tem 36 empresas que se dedicam à biotecnologia
(tecnologias da vida), quando são necessárias mais de
3.600, alertou hoje o bastonário da Ordem dos
Biólogos, que lamentou a falta de investimento neste sector.
Falando à margem de uma conferência para
apresentação dos dados de um estudo sobre os
biólogos em Portugal, José Guerreiro considerou que
comparativamente à Europa, Portugal está muito
atrasado em termos de desenvolvimento da indústria de
biotecnologia.
"Trinta e seis empresas é o que existe em biotecnologia.
Faltam dois zeros a este número. São precisas pelo
menos 3.600", afirmou o bastonário. "Temos dez anos para
recuperar 30, por isso devíamos arrancar já",
acrescentou, sublinhando que "o século XXI é o da
tecnologia". Contudo, José Guerreiro reconhece que é
necessário investimento privado, o que até agora
não tem acontecido, como revela o estudo hoje apresentado,
que indica que dos dez mil licenciados em biologia, apenas cerca de
500 trabalham no sector privado. "Ou há capacidade
económica dos empresários e da Banca para
lançar um capital de risco e criar empresas de
indústria da biotecnologia ou então isto tudo
é uma quimera", considerou o bastonário.
O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago,
presente da sessão de abertura da conferência,
lamentou igualmente a falta de desenvolvimento na área da
biotecnologia e afirmou que "o que falta em Portugal é o
crescimento da indústria da biotecnologia". De acordo com o
ministro, "Portugal não teve a mesma evolução
em duas áreas de grande expansão económica na
Europa: a biologia e as tecnologias da informação".
Mariano Gago afirmou que estas áreas "partiram ao mesmo
tempo e tiveram histórias diferentes, o que não
aconteceu noutros países".
Em Portugal a área das tecnologias da
informação "acabaram por encontrar na
relação com o emprego uma via de entrosamento com o
sector das telecomunicações", afirmou. Segundo o
ministro, as tecnologias da informação foram
"agarradas" pelo sector das telecomunicações e hoje
em dia o trabalho nessa área passa pela indústria do
software, mas também pela investigação,
nomeadamente no campo da robótica.
No sector biológico, a evolução da
indústria de biotecnologia parece estar fechada, ao
contrário do que se passou com as tecnologias da
informação. Na opinião de Mariano Gago
é preciso mudar a formação para acabar com o
"problema da segmentação das ciências da vida e
as da não vida" e passar a incorporar biologia nas
formações clássicas de engenharia e
física nas de biologia. "Acha-se normal em medicina exigir
biologia e química, mas não se acha normal exigir
prova específica de física, o que seria
desejável, tal como exigir para engenharia uma
formação biológica e química
razoável", disse. "Essa interpenetração seria
muito benéfica para o futuro e não exige grande
mudança nas universidades, porque estas têm tudo
lá dentro e têm possibilidade de o fazer", defendeu.
Para Mariano Gago importa ter em atenção estas
reorganizações possíveis, que estão "um
pouco contra a corrente", não reforçar as
divisões clássicas entre as áreas e criar vias
de penetração.
FONTE: Agência Lusa (Notícia SIR-7354394)
(Texto retirado do site:
http://www.researchcafe.net/content/view/591/2/)











